sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

PRA ONDE VAI?

Essa música me fez chorar muito! E quero deixá-la registrada aqui, pois me lembra não só o Renato, mas também, tantos outros jovens que perdem suas vidas, deixando uma ausência eternamente presente nos corações dos que aqui ficam...


Pra onde vai? - Gabriel O Pensador (Ao Vivo Mtv)



Pra onde vai? - Gabriel O Pensador
Mais uma vida jogada fora
Um coração que já não bate mais, descanse em paz
Sonhos que vão embora, antes da hora
Sonhos que ficam pra trás
Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol quando a noite cai?
E agora?
A dor é do tamanho de um prédio
A casa sem ele vai ser um tédio
Não tem remédio, não tem explicação, não tem volta
Os amigos não aceitam, o irmão se revolta
A família não acredita no que aconteceu
Ninguém consegue entender porque o garoto morreu
Tiraram da gente um jovem tão inocente
E a sua avó que era crente hoje tem raiva de Deus
O seu pai ficou mais velho, mais sério e mais triste
E a mãe simplesmente não resiste
Além do filho, perdeu o seu amor pela vida
E a nora agora tem tendências suicidas
E a namoradinha com quem sonhava se casar
Todo mundo toda hora tem vontade de chorar
Quando se lembra dos planos que o garoto fazia...
Ele dizia: "Eu quero ser alguém um dia"
Sonhava com o futuro desde menino
Ninguém podia imaginar o seu destino
Mais uma vítima de um mundo violento...
Se Deus é justo, então quem fez o julgamento?
Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol?
Quando a noite cai?
Por quê um jovem que vivia sorridente perde a sua vida assim tão de repente?
Logo um cara que adorava viver
Realmente é impossível entender
Nenhuma resposta vai ser capaz de trazer de novo a paz à família do rapaz
Nunca mais suas vidas serão como antes
E eles olham o seu retrato na estante
Aquele brilho no olhar e o jeitão de criança
Agora não passam de uma lembrança
E a esperança de que ele esteja bem, seja onde for,
Não diminui o vazio que ele deixou
É insuportável quando chega o seu aniversário
E as suas roupas no armário parecem esperar que ele volte de surpresa
Pra ocupar o seu lugar vazio à mesa
A tristeza às vezes é tão forte
A tristeza às vezes é tão forte que é mais fácil fingir que não houve morte
Porque sempre que ele chega pra matar as saudades
Ele vem com aquela cara de felicidade
Alegrando os sonhos e querendo dizer que a sua alma nunca vai envelhecer
E que sofrer não é a solução
É melhor manter acesa uma chama no coração
E a certeza na mente de que um dia se encontrarão novamente.
Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol quando a noite cai?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"Como seria o Natal sem você aqui?"


Anjo nosso... Mais um Natal se aproxima, e mais uma vez levo aquele susto: já é o segundo sem você aqui! Não preciso dizer como sua família está sentindo um aperto por não ter você para celebrar esse dia especial, com seu jeito de moleque, com sua alegria...
O Natal já não é o mesmo sem você com eles... Assim como o meu também não será como quando tinha o vovô aqui!
Quero te pedir que, neste dia, abrace cada um da sua família que chora a sua ausência! Leve a cada coração um sopro de paz... E peça ao vovô que faça isso também. Que venha festejar com minha família essa data linda, com a família reunida do jeito que ele sempre gostou...


Deixo aqui uma música que você tanto gostava e cantava... E que hoje serve perfeitamente pra esse momento...


Como Seria o Natal?

Como seria o natal sem você aqui
Estou sentada no fundo do visco á espera de ti para vires para casa
Como seria o natal sem as canções
Sentada perto da lareira a relembrar o tempo em que cantávamos juntos.

E eu sempre acreditei que havia magia na época de Natal
De seguida o Pai Natal aproxima-se e eu estou tão contente por termos encontrado o amor que juras-te manter
E nós andamos na neve, deixando os problemas irem
Para um sitio longe e então nós abraçamos este espirito de Natal que anda aqui á volta
Feliz, tenham um Feliz Natal... hoje

Como seria o Natal sem a espera
cercando os presentes contando os minutos, até os segundos para nós celebrarmos

Como seria o Natal sem os sorrisos
rindo com o crepusculo da Lua que brilha através da nossa janela da sala, como nós sorrimos

E eu sempre acreditei que havia magia na época de Natal
De seguida o Pai Natal aproxima-se e eu estou tão contente por termos encontrado o amor que juras-te manter
E nós andamos na neve, deixando os problemas irem
Para um sitio longe e então nós abraçamos este espirito de Natal que anda aqui á volta
Feliz, tenham um Feliz Natal... hoje


Mia Rose - What would Christmas be like?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia de finados


"O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca."

Quero dizer que, hoje especialmente, não estou muito concentrada em escrever o que venho pensando ultimamente... As lembranças de 1 ano atrás, invadiram meus pensamentos... Às vezes me sinto presa em mim mesma, sem conseguir expôr (mais do que faço) minhas ideias. Hoje não é um bom dia. Aliás, essa não é uma boa semana... Só quero dizer que o poema que deixarei abaixo, irá falar por mim neste momento...

O NASCER PARA O ALÉM...
Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los.
De retroceder no tempo e segurar a vida.
Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez.
Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos.
Sentimos, quando mergulhados em oração, o ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir.
Essa vontade de rever aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...
E... Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir.
Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!" Texto: Padre Juca - Adaptação: Sandra Zilio

domingo, 30 de outubro de 2011

Testemunho lido na Missa de 1 ano


Esse foi um testemunho de uma pessoa muito especial, lido na Missa de 1 ano, como forma de agradecimento ao Renato... Emocionou todos que estavam presentes... E eu só tenho a agradecê-la pela coragem e confiança. E dizer que sinto muito orgulho do meu Anjo, por ter deixado sua sementinha que hoje floresce no coração de muitos que aqui ficaram e seguem seu exemplo de vida...
Testemunho:
"Há um pouco mais de um ano atrás, eu estava totalmente desacreditada da vida.
Me afastei da Igreja, abandonei a Faculdade e fui me distanciando de tudo e de todos os que estavam ao meu redor...
Foi então que tomei uma decisão muito séria e, naquele dia, teria definido o meu destino.
Já havia pensado em tudo: local, forma, velocidade,... Tudo.
Então peguei o carro e fui em direção ao meu destino traçado por mim mesma, estava indo rumo ao suicídio, certa da minha morte.
Mas Deus tinha um plano para mim e permitiu que eu jogasse o carro em outro lugar diferente do escolhido, o que fez com que nada do acidente saísse como o esperado. Fui encaminhada ao Hospital de Base e fiquei desacordada ali por umas 5h, mas não sofri nenhum arranhão.
Quando acordei, acordei mais revoltada que antes, por não ter saído como havia planejado.
Passado um pouco mais de um mês, recebi a notícia do Renato e a minha revolta triplicou.
Como Deus pôde fazer isso comigo e com ele? Porque Deus levou ele e não eu? Ele não pensou em nada disso, enquanto eu não só havia pensado como calculado e planejado tudo. Porque? Logo ele que amava a vida, os amigos, a família, a namorada, o estudo, o trabalho... E assim fiquei, um tempão questionando Deus sobre o ocorrido.
Até que o próprio Renato me respondeu à todas essas questões mostrando que Deus tem uma missão para cada um e que por isso Ele sabe o que faz.
Então à medida que fui conhecendo ele e a vida que ele levou aqui, aquilo foi me tocando, mechendo comigo e me transformando...
Hoje, posso dizer que o Renato me ensinou a viver, pois a vida é muito para ser encarada como um nada.
O Renato me ensinou sobre a vida, pois é preciso viver intensamente o dia de hoje como se fosse o último, amando as pessoas como se não houvesse o amanhã.
O Renato me ensinou a amar, pois o amor tudo transforma: ele alegra o triste, anima o desanimado, levanta o caído, exalta o humilhado e faz renascer o que antes estava morto... O amor tudo constrói: a paz, a fé, a esperança, a caridade e a alegria...
O Renato me ensinou a ser simples, pois são as pequenas coisas do nosso dia-dia que tornam a vida grandiosa.
Se não tiver o que mostrar, olhe. Se não tiver o que falar, sorria. Se não tiver o que fazer, apenas fique ali, e se faça presente.
Enfim, ainda tenho muito o que melhorar, mas um pouco melhor o Renato me deixou e, com certeza, foi assim que deixou a cada um aqui presente: um pouco melhor...
Afinal, ele também me ensinou que não importa quem fomos até hoje, mas quem podemos ser daqui por diante.
Então vamos nos alegrar, pois o Renato não se foi, ele apenas passou para a etapa seguinte da vida, agora eterna.
Ele não nos deixou, apenas se faz presente de uma outra forma.
Não perdemos um amigo, um filho, um namorado, mas sim ganhamos um anjo!
Agora cabe a nós e principalmente a mim, transformar todo esse aprendizado em lema de vida, para que possamos um dia chegarmos lá também, passar dessa etapa para, enfim, desfrutarmos a eterna."

"DEVANEIOS..."

Mensagem escrita por tia Marthinha:

"Morre-se um pouco todos os dias.
Enlouquece-se de dor, sem perder a razão, o que parece pior pq se perdéssemos a razão, talvez perderíamos o sentimento.
A dor desta perda é um pranto sem lágrimas, um lamento silencioso.
Se olhar bem no fundo dos olhos, o brilho se apagou e a lágrima é a dor que transborda, que afoga e sufoca.
Vejo a vida de meu filhote ir-se não de uma vez, mas todas as vezes que me deparo com algum jovem que teria a idade dele...
Imaginar como ele estaria... como seria...
Conto essa história sem mágoas, ódios ou rancores. Mas a angústia que sinto, ao recordar seu rosto e a falta que me faz e de como se foi tão cedo, às vezes me faz fraquejar...
Porém, surpreendentemente, Deus me concede uma inexplicável força para ir em frente com a determinação de quem não se entregou à maior dor que alguém pode sentir.. a dor de ficar sem o seu próprio eu..."

"1 ANO SEM RENATO"


Hoje o dia amanheceu exatamente como há um ano atrás. Chuvoso, fechado... Hoje a noite não foi como as outras, não consegui dormir direito... Tudo exatamente igual, mas nada comparado à tristeza que senti no pior dia da minha vida: 30/10/2010...
Bem, um ano se passou. A saudade parece estar aumentando ao decorrer dos dias. Saber que nada volta... Saber que ele não volta... A saudade dói na alma...
Vim pra Brasília na quinta, para a Missa 1 ano sem Renato na sexta. Quando cheguei aqui, a tristeza invadiu meu coração... É muito duro continuar, ao mesmo tempo é fácil, pois a mão de Deus nos acompanha sem que percebamos. Porque quando paro pra pensar, e vejo o quanto passou rápido esse ano, me pergunto como agüentei! Como agüentamos... Como as famílias agüentaram, e quantas agüentam no mundo inteiro... Deus age em nossas vidas com um amor muito forte, nos auxilia, nos ensina, e nos empurra! A vida nos empurra... O dia-a-dia nos empurra... Até que, finalmente estaremos preparados a seguir sem o empurrão, mas com uma força que veio com o tempo. A falta que o Renato faz em minha vida, nada preenche, mas o amor que tenho por ele, me ajuda a amenizá-la...
Tudo que vivi nesse 1 ano, me fez amadurecer muitos anos. E todos nós amadurecemos com a perda de um ente. Principalmente, quando se trata da morte prematura. Pois algo que não esperávamos acontecer, acontece de repente, e o desafio já começa no dia seguinte...
Eu sei o quanto o Renato está bem, assim como o Carlos, o Leandro e o Pedro. Sei que estão em paz, eu sinto... Consigo imaginá-los alegres e acolhidos... Só precisamos buscar em Deus a paz que aqui precisamos. Se estamos ainda na Terra, é porque precisamos enfrentar a vida ainda. A saudade sempre nos acompanhará, mas precisamos fazer como a mãe faz quando está grávida. Ouvi isso ontem, de uma amiga muito especial, que me confortou quando eu estava muito pra baixo. Ela disse que eu preciso imaginar como a mãe que tem o filho na barriga, ele o ama, mas não o pode vê-lo, nem tocá-lo, mas estão ligados! Ela o sente dentro dela! E esse amor é tão grande que não é preciso vê-lo, apenas senti-lo. É assim que precisamos imaginar, estamos ligados um ao outro, não por um cordão umbilical, mas pelo amor, pela fé, pelos momentos que tivemos que não foram em vão... E esse amor, agora eterno, que irá nos unir por toda a vida... Continuando fazendo o que ele gostaria estar fazendo, sorrindo pra ele poder sorrir...
“A maior força está no pensamento”, e disso não tenho dúvidas... 

Te amamos...