terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

É preciso seguir... E deixá-lo seguir...

"A vida precisa ser renovada. A morte é a mudança que estabelece a renovação. Quando alguém parte, muitas coisas se modificam na estrutura dos que ficam e, sendo uma lei natural, ela é sempre um bem, muito embora as pessoas não queiram aceitar isso. Nada é mais inútil e machuca mais do que a revolta. Lembre-se de que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável.
O inconformismo, a lamentação, a evocação reiterada de quem se foi, a tristeza e a dor podem alcançar a alma de quem partiu e dificultar-lhe a adaptação na nova vida. Ele também sente a sensação da perda, a necessidade de seguir adiante, mas não consegue devido aos pensamentos dos que ficaram, a sua tristeza e a sua dor.
Se ele não consegue vencer esse momento difícil, volta ao lar que deixou e fica ali, misturando as lágrimas, sem forças para seguir adiante, numa simbiose que aumenta a infelicidade de todos.
Pense nisso. Por mais que esteja sofrendo a separação, se alguém que você ama já partiu, libere-o agora. Recolha-se a um lugar tranqüilo, visualize essa pessoa em sua frente, abrace-a, diga-lhe tudo que seu coração sente. Fale do quanto a ama e do bem que lhe deseja. Despeça-se dela com alegria, e quando recorda-la, veja-a feliz e refeita.
A morte não é o fim. A separação é temporária. Deixe-a seguir adiante e permita-se viver em paz." Zíbia Gasparetto

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aceitação (Início da transformação)



Quero deixar essa mensagem bastante forte, para nós, que passamos todos os dias por aceitações na vida...
Sabemos que nada nessa vida é como a gente quer. Muitas vezes esperamos tanto algo, que acaba não chegando até nós, e aí precisamos aceitar! É preciso aceitar que Deus está no comando de todas as coisas, e não somos nada diante a Sua vontade! 
Nós, que passamos por uma perda, precisamos trabalhar muito essa tarefa difícil de aceitar! Aceitar que perdemos alguém muito especial, e que não o veremos mais...
E, assim como nós, existem tantas pessoas que precisam aceitar ter ficado paralítico após um acidente, precisa aceitar que aquela pessoa que tanto ama, não corresponde a este sentimento. Aceitar que nem todo mundo é como a gente queria que fosse... 
Enfim, precisamos de uma força maior pra começar a transformação dentro de nós. E assim, viver e buscar a felicidade plena!

Mensagem: "A primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar, seja uma pessoa, um fato ou uma situação é de que estaremos nos submetendo ou nos subjugando, desistindo de lutar, sendo fracos.
Na verdade, se quisermos modificar qualquer aspecto da nossa vida e de nós mesmos, devemos começar aceitando. Nos aceitando.
A aceitação é detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.
É difícil aceitar uma perda material ou afetiva; uma dificuldade financeira; uma doença; uma humilhação; uma traição.
Mas a aceitação é um ato de boa vontade, mente aberta, sabedoria e humildade, pois ao contrário do que muitos pensam, a vida em si, não está sob o nosso controle.
As pessoas são como são, dificilmente mudam.Não podemos contar com isso. A única pessoa que podemos mudar, somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano.
Ser resistente, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se são reações emocionais carregadas de raiva. Raiva do outro, raiva de si mesmo, raiva da vida. E a raiva destrói, fere, desagrega.
A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados a lutar, a esbravejar, a brigar e fazer barulho. Aceitar é paz, entendimento, leveza.
Aceitar não é desistir, nem tão pouco resignar-se. Aceitar é estar lúcido do momento presente  e se assim a vida se apresenta, assim deve ser.Aceitação é colocar-se pronto para ver a dificuldade de outro ângulo, de outro prisma. Sem o peso que nós colocamos ou imaginamos ter.
No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, soluções surgem naturalmente através da intuição ou  fatos trazem as respostas e as saídas para o problema. Simples assim!
Tudo é movimento. Nada é permanente.
A nossa tendência “natural” é resistir, não aceitar, combater tudo o que nos contraria e o que nos gera sofrimento. Dessa forma prolongamos a situação. Resistir só nos mantém presos dentro da situação desconfortável, muitas vezes perpetuando e tornando tudo mais complicado e pesado.
Quando não aceitamos nos tornamos amargos, revoltados, aprisionados, frustrados, insatisfeitos, cheios de rancor e tristeza, e esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades, nunca trazem solução. E muitas vezes achamos que os outros ou as coisas são responsáveis pelos acontecimentos. E não são.
Aceitar é expandir a consciência e encontrar respostas, soluções, alívio. Aceitar é o que nos leva à Fé. Aceitação é um passo concreto para deixar a vida mais leve, mais alegre e mais saudável.
É fundamental entender que aceitar não significa desistir, mas seguir adiante com otimismo. Ter muitos propósitos a serem atingidos é uma atitude saudável diante da vida. Estar grato colabora, e muito, para aprender a aceitar.
Aceitar se refere ao momento presente, ao agora.
No instante que você aceita, você se entrega ao que a vida quer lhe oferecer. Novas idéias surgem para prosseguir na direção desejada, saindo do sofrimento. Como dizem; “A dor existe, mas sofrer é opcional, é uma escolha”.
Quer ser feliz? Aceite! Não se esqueça: Você só pode mudar você mesmo. Só você é responsável por tudo que lhe ocorre e sente."

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

PRA ONDE VAI?

Essa música me fez chorar muito! E quero deixá-la registrada aqui, pois me lembra não só o Renato, mas também, tantos outros jovens que perdem suas vidas, deixando uma ausência eternamente presente nos corações dos que aqui ficam...


Pra onde vai? - Gabriel O Pensador (Ao Vivo Mtv)



Pra onde vai? - Gabriel O Pensador
Mais uma vida jogada fora
Um coração que já não bate mais, descanse em paz
Sonhos que vão embora, antes da hora
Sonhos que ficam pra trás
Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol quando a noite cai?
E agora?
A dor é do tamanho de um prédio
A casa sem ele vai ser um tédio
Não tem remédio, não tem explicação, não tem volta
Os amigos não aceitam, o irmão se revolta
A família não acredita no que aconteceu
Ninguém consegue entender porque o garoto morreu
Tiraram da gente um jovem tão inocente
E a sua avó que era crente hoje tem raiva de Deus
O seu pai ficou mais velho, mais sério e mais triste
E a mãe simplesmente não resiste
Além do filho, perdeu o seu amor pela vida
E a nora agora tem tendências suicidas
E a namoradinha com quem sonhava se casar
Todo mundo toda hora tem vontade de chorar
Quando se lembra dos planos que o garoto fazia...
Ele dizia: "Eu quero ser alguém um dia"
Sonhava com o futuro desde menino
Ninguém podia imaginar o seu destino
Mais uma vítima de um mundo violento...
Se Deus é justo, então quem fez o julgamento?
Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol?
Quando a noite cai?
Por quê um jovem que vivia sorridente perde a sua vida assim tão de repente?
Logo um cara que adorava viver
Realmente é impossível entender
Nenhuma resposta vai ser capaz de trazer de novo a paz à família do rapaz
Nunca mais suas vidas serão como antes
E eles olham o seu retrato na estante
Aquele brilho no olhar e o jeitão de criança
Agora não passam de uma lembrança
E a esperança de que ele esteja bem, seja onde for,
Não diminui o vazio que ele deixou
É insuportável quando chega o seu aniversário
E as suas roupas no armário parecem esperar que ele volte de surpresa
Pra ocupar o seu lugar vazio à mesa
A tristeza às vezes é tão forte
A tristeza às vezes é tão forte que é mais fácil fingir que não houve morte
Porque sempre que ele chega pra matar as saudades
Ele vem com aquela cara de felicidade
Alegrando os sonhos e querendo dizer que a sua alma nunca vai envelhecer
E que sofrer não é a solução
É melhor manter acesa uma chama no coração
E a certeza na mente de que um dia se encontrarão novamente.
Pra onde vai você?
Pra onde vai?
Pra onde vai o Sol quando a noite cai?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"Como seria o Natal sem você aqui?"


Anjo nosso... Mais um Natal se aproxima, e mais uma vez levo aquele susto: já é o segundo sem você aqui! Não preciso dizer como sua família está sentindo um aperto por não ter você para celebrar esse dia especial, com seu jeito de moleque, com sua alegria...
O Natal já não é o mesmo sem você com eles... Assim como o meu também não será como quando tinha o vovô aqui!
Quero te pedir que, neste dia, abrace cada um da sua família que chora a sua ausência! Leve a cada coração um sopro de paz... E peça ao vovô que faça isso também. Que venha festejar com minha família essa data linda, com a família reunida do jeito que ele sempre gostou...


Deixo aqui uma música que você tanto gostava e cantava... E que hoje serve perfeitamente pra esse momento...


Como Seria o Natal?

Como seria o natal sem você aqui
Estou sentada no fundo do visco á espera de ti para vires para casa
Como seria o natal sem as canções
Sentada perto da lareira a relembrar o tempo em que cantávamos juntos.

E eu sempre acreditei que havia magia na época de Natal
De seguida o Pai Natal aproxima-se e eu estou tão contente por termos encontrado o amor que juras-te manter
E nós andamos na neve, deixando os problemas irem
Para um sitio longe e então nós abraçamos este espirito de Natal que anda aqui á volta
Feliz, tenham um Feliz Natal... hoje

Como seria o Natal sem a espera
cercando os presentes contando os minutos, até os segundos para nós celebrarmos

Como seria o Natal sem os sorrisos
rindo com o crepusculo da Lua que brilha através da nossa janela da sala, como nós sorrimos

E eu sempre acreditei que havia magia na época de Natal
De seguida o Pai Natal aproxima-se e eu estou tão contente por termos encontrado o amor que juras-te manter
E nós andamos na neve, deixando os problemas irem
Para um sitio longe e então nós abraçamos este espirito de Natal que anda aqui á volta
Feliz, tenham um Feliz Natal... hoje


Mia Rose - What would Christmas be like?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia de finados


"O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca."

Quero dizer que, hoje especialmente, não estou muito concentrada em escrever o que venho pensando ultimamente... As lembranças de 1 ano atrás, invadiram meus pensamentos... Às vezes me sinto presa em mim mesma, sem conseguir expôr (mais do que faço) minhas ideias. Hoje não é um bom dia. Aliás, essa não é uma boa semana... Só quero dizer que o poema que deixarei abaixo, irá falar por mim neste momento...

O NASCER PARA O ALÉM...
Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los.
De retroceder no tempo e segurar a vida.
Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez.
Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos.
Sentimos, quando mergulhados em oração, o ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir.
Essa vontade de rever aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...
E... Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir.
Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!" Texto: Padre Juca - Adaptação: Sandra Zilio

domingo, 30 de outubro de 2011

Testemunho lido na Missa de 1 ano


Esse foi um testemunho de uma pessoa muito especial, lido na Missa de 1 ano, como forma de agradecimento ao Renato... Emocionou todos que estavam presentes... E eu só tenho a agradecê-la pela coragem e confiança. E dizer que sinto muito orgulho do meu Anjo, por ter deixado sua sementinha que hoje floresce no coração de muitos que aqui ficaram e seguem seu exemplo de vida...
Testemunho:
"Há um pouco mais de um ano atrás, eu estava totalmente desacreditada da vida.
Me afastei da Igreja, abandonei a Faculdade e fui me distanciando de tudo e de todos os que estavam ao meu redor...
Foi então que tomei uma decisão muito séria e, naquele dia, teria definido o meu destino.
Já havia pensado em tudo: local, forma, velocidade,... Tudo.
Então peguei o carro e fui em direção ao meu destino traçado por mim mesma, estava indo rumo ao suicídio, certa da minha morte.
Mas Deus tinha um plano para mim e permitiu que eu jogasse o carro em outro lugar diferente do escolhido, o que fez com que nada do acidente saísse como o esperado. Fui encaminhada ao Hospital de Base e fiquei desacordada ali por umas 5h, mas não sofri nenhum arranhão.
Quando acordei, acordei mais revoltada que antes, por não ter saído como havia planejado.
Passado um pouco mais de um mês, recebi a notícia do Renato e a minha revolta triplicou.
Como Deus pôde fazer isso comigo e com ele? Porque Deus levou ele e não eu? Ele não pensou em nada disso, enquanto eu não só havia pensado como calculado e planejado tudo. Porque? Logo ele que amava a vida, os amigos, a família, a namorada, o estudo, o trabalho... E assim fiquei, um tempão questionando Deus sobre o ocorrido.
Até que o próprio Renato me respondeu à todas essas questões mostrando que Deus tem uma missão para cada um e que por isso Ele sabe o que faz.
Então à medida que fui conhecendo ele e a vida que ele levou aqui, aquilo foi me tocando, mechendo comigo e me transformando...
Hoje, posso dizer que o Renato me ensinou a viver, pois a vida é muito para ser encarada como um nada.
O Renato me ensinou sobre a vida, pois é preciso viver intensamente o dia de hoje como se fosse o último, amando as pessoas como se não houvesse o amanhã.
O Renato me ensinou a amar, pois o amor tudo transforma: ele alegra o triste, anima o desanimado, levanta o caído, exalta o humilhado e faz renascer o que antes estava morto... O amor tudo constrói: a paz, a fé, a esperança, a caridade e a alegria...
O Renato me ensinou a ser simples, pois são as pequenas coisas do nosso dia-dia que tornam a vida grandiosa.
Se não tiver o que mostrar, olhe. Se não tiver o que falar, sorria. Se não tiver o que fazer, apenas fique ali, e se faça presente.
Enfim, ainda tenho muito o que melhorar, mas um pouco melhor o Renato me deixou e, com certeza, foi assim que deixou a cada um aqui presente: um pouco melhor...
Afinal, ele também me ensinou que não importa quem fomos até hoje, mas quem podemos ser daqui por diante.
Então vamos nos alegrar, pois o Renato não se foi, ele apenas passou para a etapa seguinte da vida, agora eterna.
Ele não nos deixou, apenas se faz presente de uma outra forma.
Não perdemos um amigo, um filho, um namorado, mas sim ganhamos um anjo!
Agora cabe a nós e principalmente a mim, transformar todo esse aprendizado em lema de vida, para que possamos um dia chegarmos lá também, passar dessa etapa para, enfim, desfrutarmos a eterna."